Ano 10 – nº 15 – Jan. / Dez. 2019

6. INOVAÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO: A RELAÇÃO ENTRE O COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL AFETIVO E A INTENÇÕES DE USO DE UM SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO GOVERNAMENTAL

Paula Mara Costa de Araujo

Mestre em Administração de Empresas

Administradora do Instituto Federal do Espírito Santo

paulamcaraujo@gmail.com

Alamir Costa Louro

Mestre em Administração de Empresas

Pesquisador visitante na Ljubljana University

alamirlouro@gmail.com

Marcelo Moll Brandão

Doutor em Administração de Empresas

Professor da Universidade Federal do Espírito Santo

mollmkt@gmail.com

Resumo

Apesar de a adoção de sistemas integrados de gestão por parte das organizações privadas no Brasil já datarem da década de 1990, para as empresas públicas, essa prática ainda é vista como novidade e inovação. Acerca das implantações de Tecnologias de Informação no setor privado, verificou-se que, além de problemas relacionados à tecnologia em si, aspectos ligados ao relacionamento e à governança podem modificar ou reduzir o índice de fracassos associados aos projetos. O objetivo deste trabalho foi o examinar como o comprometimento organizacional afetivo influencia a intenção de uso do Sistema Integrado de Gestão Governamental a ser implantado no Instituto Federal do Espírito Santo. Os dados foram coletados por meio de um survey on line, composto por escalas validadas que foi aplicado a servidores dos Campi onde o Sistema ainda está em fase de implantação. O modelo de mensuração e o modelo de regressão foram realizados usando Partial Least Square via Modelagem de Equações Estruturais. Os resultados apontam que a Expectativa de Desempenho e a Influência Social são influenciadas positiva e significativamente pelo Comprometimento Organizacional Afetivo e influenciam positiva e significativamente a Intenção de Uso do Sistema Integrado de Gestão Governamental. Os resultados apresentam como novidade o fato de apresentar o Comprometimento Organizacional Afetivo como antecedente de variáveis importantes para a intenção de uso de uma tecnologia.

Palavras-chave: Sistema integrado de gestão governamental. Comprometimento organizacional afetivo. Teoria unificada de aceitação de uso da tecnologia. Enterprise Resource Planning.

 

INNOVATION IN PUBLIC SERVICE: the relationship between affective organizational commitment and intentions to use a governmental integrated management system

Abstract

Although the adoption of integrated management systems by private organizations in Brazil dates back to the 1990s, for public companies this practice is still seen as novelty and innovation. Regarding Information Technology deployments in the private sector, it has been verified that, in addition to problems related to technology itself, aspects related to relationship and governance can modify or reduce the number of failures associated with the projects. The objective of this paper was to examine how affective organizational commitment influences the intention to use the Integrated Governmental Management System to be implanted in the Federal Institute of Espírito Santo. We collected the data through a survey on line composed of validated scales that was applied to employees of the Campi where the system is still in the implementation phase. We performed Partial Least Square via Modeling of Structural Equations in the measurement model and the regression model. The results indicate that the Performance Expectation and Social Influence are positively and significantly influenced by Affective Organizational Commitment and positively and significantly influence the Intensive Use of the Integrated Government Management System. The results present as novelty the finding that Affective Organizational Commitment is an antecedent of important variables for the intention to use technology.

Keywords: Governmental integrated management system. Affective organizational commitment. Unified Theory of Acceptance and Use of Technology. Enterprise Resource Planning.

1   Introdução

À medida que as Tecnologias da Informação (TI) avançaram, diversas empresas em todo o mundo passaram a adotar sistemas computacionais para auxiliar na gestão de seus processos. Na década de 1990, houve uma crescente adoção de Sistemas Integrados de Gestão (SIG) pelas grandes organizações privadas brasileiras. A princípio, esses sistemas foram vistos como a solução para diversos problemas organizacionais, mas, após a implantação, nem sempre os resultados alcançados deixaram os gestores totalmente satisfeitos. A implantação de um SIG não consiste apenas em uma mudança tecnológica, visto que transformam também os modelos mentais dos usuários dado seu objetivo principal: a integração dos processos (JESUS; OLIVEIRA, 2007).

Os gestores públicos têm sido pressionados por uma sociedade cada vez mais exigente, e que cobra eficiência nos gastos públicos. Os Governos de países desenvolvidos e em desenvolvimento passaram a adotar diversas medidas para melhorar a eficiência de organizações públicas com ênfase na profissionalização e o uso de práticas de gestão do setor privado (PAULA, 2005).

Tridapalli, Fernandes e Machado (2011) acreditam que os esforços governamentais com foco na melhoria da qualidade dos gastos públicos com bens e serviços devem passar pela modernização da gestão da cadeia de suprimento. Os autores ressaltam, ainda, que os programas para melhoria da gestão dos gastos públicos são geralmente viabilizados por meio da Tecnologia de Informação (TI).

Um desses sistemas é o Enterprise Resource Planning (ERP), também conhecido como Sistema Integrado de Gestão (SIG), sistemas de informação cujo principal objetivo é o de integrar informações departamentais e funcionais em um único sistema, facilitando a gestão da organização (HELMY; MOHAMED; MOSAAD, 2012), suportando informações gerenciais necessárias aos tomadores de decisões, de forma a aumentar a produtividade e a satisfação dos clientes (CORRÊA; GIANESI; CAON, 2007).

No setor público, a adoção de inovações tecnológicas para eficiência dos processos ainda está em estágio inicial, em especial, em países com economias emergentes, Sena e Guarnieri (2015), argumentam que é necessário aprofundar as pesquisas sobre a implementação de ERPs governamentais no Brasil, já que é uma tendência nas instituições públicas brasileiras e a literatura sobre os resultados alcançados ainda é escassa.

No setor privado, as implantações de sistemas integrados de gestão apresentam uma preocupação mais intensa com a tecnologia em si e pouca preocupação com outros aspectos que norteiam as modificações nas dinâmicas organizacionais, por esta razão, algumas empresas se decepcionam com os resultados da implantação, pois não obtêm, o resultado almejado devido ao reflexo da mudança tecnológica na organização, sua estrutura organizacional e no relacionamento dos indivíduos (JESUS; OLIVEIRA, 2007).

Os vínculos psicológicos entre indivíduos e organizações e a noção de identificação organizacional tornaram-se temas centrais de pesquisa nas ciências organizacionais e no estudo do gerenciamento de recursos humanos nas últimas décadas. Isso ocorre porque a identificação organizacional é vista como um estado psicológico, chave que explica o vínculo psicológico entre um indivíduo e uma organização e como tal, é capaz de prever atitudes e comportamentos importantes no relacionamento empregado-organização (EDWARDS, 2005).

Hurst e McGivern (2015), ao investigarem se aspectos ligados ao relacionamento e à governança, poderiam modificar ou reduzir o alto nível de fracassos associados a projetos de TI, constataram que governança e comprometimento organizacional apresentam correlações positiva com critérios de sucesso da implantação de TIs.

A maior parte das pesquisas sobre ERP no Brasil abrange mais a tecnologia em si e o ciclo de vida da implantação e, apesar de 30 (trinta) instituições de ensino no Brasil terem pelo menos um dos módulos do ERP governamental desenvolvido pelo Projeto Ciclo em uso (SINFO, 2016), ainda são poucas as pesquisas sobre este sistema (VIEIRA; MACHADO, 2013; SENA; GUARNIERI, 2015), sendo que, dentre elas, apenas Sena e Guarnieri (2015) se preocuparam em analisar a percepção dos usuários.

Sena e Guarnieri (2015) sugerem que novos estudos acerca do ERP governamental considerem outros fatores no processo de implementação do projeto. Ahmed et al. (2007) estudaram os impactos de diferentes fatores organizacionais no desempenho de produtos de software, dentre eles o comprometimento organizacional, construto, que se correlaciona positivamente com uma abrangente gama de comportamentos organizacionais desejáveis (MEYER; HERSCOVITCH, 2001; COOPER-HAKIN; VISWESVARAN, 2005; CETIN; GÜRBÜZ; SERT, 2015). Ahmed et al. (2007) confirmaram a hipótese de que o comprometimento organizacional está positivamente associado com o desempenho do sistema de informação em uma organização.

Dado o interesse em examinar como o comprometimento organizacional afetivo influencia a intenção de uso (IU) do Sistema Institucional Integrado de Gestão (SIIG) por parte dos usuários do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), adotar-se-á modelo baseado na Teoria unificada de aceitação de uso da tecnologia, do inglês Unified Theory of Acceptance and Use of Technology (UTAUT), modelo desenvolvido por Venkatesh e Morris (2003).

Assim, o objetivo desta pesquisa é o de examinar como o comprometimento organizacional afetivo influencia a intenção de uso do SIG. Para isso, faz-se necessário identificar os níveis de comprometimento organizacional afetivo dos usuários do ERP do Ifes e sua relação com as variáveis do modelo UTAUT, que será explicado com mais detalhamento no tópico Referencial Teórico.

Este projeto se encontra organizado da seguinte forma: seguir-se-á a esta seção introdutória a exposição do marco teórico sobre os temas abordados que dão razão ao modelo conceitual desta pesquisa e a formulação das hipóteses. Por fim, serão descritos os procedimentos metodológicos propostos.

2   Referencial teórico

Na seção que segue serão apresentados os principais conceitos teóricos relacionados à pesquisa. Este segmento inicia-se com uma exposição sobre os sistemas ERP e alguns aspectos relacionados ao sucesso de sua implantação seguido de uma breve apresentação da teoria sobre o comprometimento organizacional.

2.1    Enterprise Resource Planning

Os sistemas integrados de gestão denominados ERP tiveram sua origem no Material Requirement Planning (MRP) ou Planejamento de Necessidades de Materiais. O sistema MRP convertia o planejamento de produção de vendas em necessidade de materiais de forma a produzir à medida que os componentes fossem requisitados no chão de fábrica (SLACK et al., 2015).

Esse conceito foi expandido e integrado a outras partes das organizações, evoluindo para o Manufactoring Resource Planning (MRP II) ou Planejamento dos Recursos da Manufatura. O MRPII era usado para o planejamento e monitoramento de todos os recursos de uma empresa do setor de manufatura (SLACK et al., 2015). Além de orientar as decisões para o que, quanto e quando produzir e comprar, o MRPII engloba as decisões de como produzir (CORRÊA; GIANESI; CAON, 2007).

No início da década de 90, este conceito foi estendido às demais áreas da organização, sendo denominado Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa. O ERP é um software multi modular, integrado e que possui uma arquitetura aberta, possibilitando a visualização completa das transações efetuadas por uma empresa. Sua capacidade de integração é identificada como a principal motivação para a sua aquisição pelas empresas (CORRÊA; GIANESI; CAON, 2007).

Apesar desta motivação em comum, as empresas do setor privado implementam as TIs como armas competitivas enquanto que as organizações do setor público o fazem de forma compartilhada com outros organizações (UWIZEYEMUNGU; RAYMOND, 2005). Essa realidade pode ser constatada também no Brasil, onde a Universidade Federal do Rio Grande do Norte compartilha com outros entes federativos os Sistemas SIG-UFRN, “um conjunto de aplicativos desenvolvidos no âmbito da Superintendência de Informática da UFRN ou em instituições parceiras com as quais a UFRN tenha formalizado mecanismos de cooperação mútua” (CONSAD, 2013).

As TIs têm desempenhado um papel fundamental nas organizações, sejam elas privadas ou públicas, mas a identificação da aceitação da tecnologia pelos usuários e o comportamento destes em relação à tecnologia tem se tornado primordial (ZHANG; LI; SUN, 2006). Mas, mais que explicar a aceitação do usuário, é necessário compreender os porquês de as pessoas aceitarem ou rejeitarem os Sistemas de Informações (DAVIS, 1989).

Para Ahmed et al. (2007), um desses porquês é o comprometimento organizacional, constructo que está positivamente associado com o desempenho do sistema de informação em uma organização.

2.2    Comprometimento organizacional

Existe um amplo e diversificado conjunto de vínculos do trabalhador, sendo que quatro construtos se destacam por se reportarem de forma mais direta ao vínculo que o indivíduo estabelece com a organização, a saber: comprometimento, contratos psicológicos, cidadania organizacional e percepções de suporte e de justiça e equidade. Dentre estes, o construto mais intensamente investigado é o comprometimento (BASTOS; et al, 2014).

Brito e Bastos (2001) apontam dois argumentos que expõem a relevância dos estudos sobre o comprometimento organizacional. Os autores ressaltam que o comprometimento pode ser visto como o que une todos os indivíduos de uma organização em torno de um objetivo em comum, e apontam o comprometimento como um fator potencializador de oportunidades para que as organizações atravessem com sucesso o ambiente instável contemporâneo. Embasados nesses argumentos, o comprometimento do indivíduo pode ser visto como um fator estratégico para as organizações (BRITO; BASTOS, 2001).

O primeiro modelo para explicar o comprometimento organizacional foi desenvolvido por Mowday et al. (1982), que consideram o comprometimento organizacional como um construto unidimensional e o definiram como a força referente à identificação e ao envolvimento do indivíduo com a organização, sendo essa força caracterizada pela concordância dos objetivos e valores organizacionais, pelo desejo de manter-se como membro e de desempenhar esforço em prol da organização.

Meyer e Allen (1991) propõem um modelo tridimensional, no qual o comprometimento organizacional é considerado o estado mental que une o indivíduo a um determinado curso de ação que seja relevante para a organização (MEYER; HERSCOVITCH, 2001). Cada uma das dimensões propostas por Meyer e Allen (1991) se difere no que diz respeito ao mecanismo que as geram e quanto à natureza. A dimensão instrumental, também conhecida como de continuação, possui natureza de continuidade na qual o indivíduo inclui os cálculos dos custos envolvidos na descontinuidade de uma linha de ação. A dimensão de natureza normativa entende o comprometimento como uma crença sobre a responsabilidade do indivíduo com a organização, na medida em que este se sente obrigado a permanecer na organização porque deve a ela. Já a dimensão de natureza afetiva contempla a identificação e a afeição pela organização (MEYER; ALLEN, 1991).

Entretanto, diversos problemas conceituais e empíricos têm sido apontados no modelo tridimensional, o mais adotado nas pesquisas sobre o comprometimento organizacional (MEDEIROS et al., 2003, OLIVEIRA; COSTA, 2017; CARDOZO et al., 2017). Diferentes pesquisas apontam que a dimensão instrumental deveria ser retirada do modelo (CARVALHO et al., 2011) e que o construto deve ser encarado como um possível vínculo entre o indivíduo e a organização, mas não no conceito de comprometimento organizacional (SILVA; BASTOS, 2010).

Para Menezes e Bastos (2010, p. 167), esse modelo “é mais pertinente como explicações para a permanência na organização do que como uma adequada estrutura dimensional para explicar o construto comprometimento organizacional”.

Para a construção do modelo conceitual a ser utilizado nesta pesquisa, será considerada somente a dimensão afetiva do modelo tridimensional baseando-se nas proposições de Solinger et al. (2008) e de Carvalho et al. (2011) para quem o comprometimento deve ser visto como um construto unidimensional caracterizado pela dimensão afetiva.

2.3    Modelo teórico e formulação das hipóteses

Estudos sobre aceitação de tecnologia já foram realizados por diversos pesquisadores, e, consequentemente, diferentes modelos foram propostos com o intuito de explicar a adoção da tecnologia pelos indivíduos.

A Teoria Unificada de Aceitação e Uso da Tecnologia, desenvolvida por Venkatesh e Morris (2003) e validada no Brasil por Tacco (2011), tem como objetivo unificar esses modelos e gerar um modelo mais completo, que abranja os principais construtos relacionados à aceitação da tecnologia (RAAIJ; SCHEPERS, 2008).

Em comparação com as teorias de aceitação de tecnologia existentes, Samaradiwakara e Gunawardena (2014) constataram que o UTAUT é o modelo com maior poder de explicação e o consideram o modelo que provê a mais sólida base para explicar por que os usuários aceitam ou rejeitam uma tecnologia.

Considerando que o objetivo desta pesquisa é identificar a natureza da relação do COA e a IU do SIG no Ifes, o modelo de mensuração adotado será o UTAUT. Contudo, dado a atender ao propósito da pesquisa, serão mantidos no modelo apenas os construtos que guardam relação com a IU e não com o uso propriamente dito. Portanto, excluíram-se os construtos do modelo original condições facilitadoras e comportamento de uso.

O modelo adaptado apresenta como variáveis independentes a expectativa de desempenho (ED), a expectativa de esforço (EE) e a influência social (IS) e como variável dependente a intenção de uso (IU). As variáveis moderadoras são gênero e idade (ED-IU, EE-IU, IS-IU), experiência (EE-IU, IS-IU) e voluntariado para o uso (IS-IU), conforme pode ser visualizado na Figura 1.

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Para examinar como o COA influencia a IU, faz-se necessário identificar os níveis de comprometimento organizacional afetivo dos usuários do ERP do Ifes e sua relação com as variáveis que no presente estudo se apresentam como mediadoras por intervir no modelo teórico proposto entre COA e a IU, sendo estas: expectativa de desempenho, expectativa de esforço e influência social - bem como com a variável moderadora - voluntariedade dos usuários. A variável voluntariedade guarda características diferentes das demais variáveis moderadoras visto que é a única da qual se espera uma relação de dependência do comprometimento organizacional afetivo.

O modelo teórico proposto é apresentado na Figura 2.

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Nas últimas décadas, diversos pesquisadores (MALHOTRA; GALLETTA, 2005; MAGNI; PENNAROLA, 2008; LEE; KWAK, 2012) vêm estudando a influência do comprometimento sobre a aceitação e comportamento de uso dos trabalhadores para novas tecnologias. Malhotra e Galletta (1999) apontam que o vínculo psicológico ao uso de um sistema de informação tem efeito positivo na intenção comportamental de uso e na atitude de uso.

Lee e Kwak (2012) investigaram os vínculos entre o comprometimento organizacional e a mudança organizacional, e mostraram que os trabalhadores com atitudes favoráveis em relação à mudança acreditam que o uso de sistemas de informação poderia melhorar seu desempenho. Resultado similar é apresentado por Ahmed et al. (2007), para quem o comprometimento organizacional está positivamente associado com o desempenho do sistema de informação de uma organização.

Belcourt e McBey (2010) consideram que o sucesso de uma organização está em risco, a menos que a estratégia de recursos humanos seja devidamente formulada e habilmente implementada; já Zhang e Li Sun (2006) afirmam que o comportamento dos usuários em relação à tecnologia tem um papel primordial. Ante o exposto, considerando que o vínculo psicológico entre um indivíduo e uma organização é capaz de prever atitudes e comportamentos importantes no relacionamento empregado-organização (EDWARDS, 2005), considera-se, nesta pesquisa, que o COA é antecedente de ED, EE, IS e VU.

O construto ED é definido no modelo UTAUT como o grau em que o indivíduo acredita que a utilização do sistema possa ajudá-lo a obter ganhos de desempenho em seu trabalho (VENKATESH; MORRIS, 2003). Assim, considerando que o comprometimento organizacional influencia comportamentos e atitudes dos funcionários em relação à organização e influencia a congruência entre seus objetivos e os objetivos organizacionais (MOWDAY et al., 1982), espera-se que indivíduos com altos níveis de comprometimento organizacional afetivo tenham uma maior expectativa de desempenho em relação às mudanças organizacionais propostas pela organização.

Assim, podemos considerar que:

H1: O Comprometimento organizacional afetivo influencia positivamente a ED.

H2: A ED tem efeito mediador positivo na relação entre o comprometimento organizacional afetivo e a IU.

H3: A ED influencia positivamente a IU.

Expectativa de esforço é definida como a perspectiva do nível de facilidade de uso de sistema. Esta é significativa apenas no período inicial de utilização do sistema, dado que a utilização do sistema por períodos prolongados e sustentados promovem uma redução no esforço de utilização, visto a aquisição de habilidade no manejo da tecnologia com o passar do tempo de uso (VENKATESH; MORRIS, 2003). Sendo o presente estudo realizado em Campi do Ifes que ainda estão em fase de implantação dos módulos do SIG, podemos considerar que:

H4: O Comprometimento organizacional afetivo influencia positivamente a expectativa de esforço.

H5: A expectativa de esforço tem efeito mediador positivo na relação entre o comprometimento organizacional afetivo e a IU.

H6: A expectativa de esforço influencia positivamente a IU.

Os resultados da pesquisa de Venkatesh e Morris (2003) definiram a influência social como o grau em que o indivíduo compreende a influência que pessoas importantes no seu nicho social exerçam sobre ela. Yang; HSU e TAN (2010), ao analisarem os fatores que determinam a intenção do usuário em utilizar um determinado site para compartilhar vídeos, verificaram que, entre outras influências sociais, a pressão entre colegas é um fator que afeta a intenção dos usuários na utilização de sistema.

Baseado na constatação de Armenakis e Bedeian (1999), de que o comprometimento organizacional afetivo aumenta a vontade de trabalhar em cooperação com os outros, e melhora o esforço para trabalhar a mudança e, por esta razão, é considerado um dos fatores mais importantes no envolvimento de apoio dos trabalhadores para iniciativas de mudança e de que o comprometimento organizacional pode ser visto como o que une todos os indivíduos de uma organização em torno de um objetivo comum (BRITO; BASTOS, 2001), podemos considerar que:

H7: O Comprometimento organizacional afetivo influencia positivamente a influência social.

H8: A influência social tem efeito mediador positivo na relação entre o comprometimento organizacional afetivo e a IU.

H9: A influência social influencia positivamente a IU.

Ademais, os resultados de Malhotra e Galleta (2005) sugerem que o comprometimento do usuário desempenha um papel crítico na aceitação voluntária e no uso de sistemas de informação, o que se leva a considerar que:

H10: O Comprometimento organizacional afetivo influencia positivamente a voluntariedade.

Entre a variável dependente e as variáveis independentes temos fatores no modelo que impactam esta relação. Essas, no modelo UTAUT, são as variáveis moderadoras idade, gênero, experiência e a voluntariedade dos usuários. Optou-se neste estudo em manter todas estas variáveis moderadoras e replicar as hipóteses de Venkatesh e Morris et al. (2003). Assim, pode-se considerar que:

H11: Idade irá moderar a relação entre ED e IU, de modo que o efeito é mais evidente em usuários mais jovens.

H12: A influência de ED na IU é moderada por gênero de modo que o efeito é mais forte para homens.

H13: Experiência irá moderar a relação de maneira positiva entre ED e IU.

H14: A relação entre EE e IU será moderada por idade, de modo mais forte em usuários mais velhos.

H15: A influência da EE na IU será moderada por gênero, de tal forma que o efeito será ser mais forte para as mulheres.

H16: O relacionamento entre EE e IU será moderada por experiência de maneira que os usuários com maior experiência terão menor EE.

H17: Idade irá moderar o relacionamento entre IS e IU, de modo que o efeito será mais forte para os mais jovens.

H18: O impacto da IS na intenção comportamental será moderado por gênero, de forma que o efeito será mais forte para mulheres.

H19: Experiência irá moderar a relação entre IS e Intenção comportamental, de modo que o efeito será mais forte para usuários com pouca experiência.

3   Metodologia e método da pesquisa

Yin (2015) aponta que não há método melhor ou pior que outro, e sim que se deve procurar a melhor adequação entre o método, o objetivo e as condições nas quais uma pesquisa está sendo realizada. Como nesta pesquisa se objetiva mensurar uma relação de causalidade, optou-se por uma pesquisa quantitativa, tipo de pesquisa que adota estratégias sistemáticas, objetivas e rigorosas com o objetivo de gerar e refinar o conhecimento (CRESWELL, 2010) e nas quais, frequentemente, há quantificação das relações entre as variáveis independentes e dependentes.

Dada a natureza da pesquisa quantitativa, o pesquisador deve definir claramente suas hipóteses e constructos para obter uma medição precisa dos resultados obtidos (KIRK; MILLER, 1986). Com esse intuito, essas definições foram realizadas no tópico anterior e, por essa razão, nos tópicos a seguir são expostos os motivos para a escolha do caso, seguidos da descrição dos instrumentos a serem utilizados para coleta de dados e dos procedimentos a serem adotados na análise.

3.1    Amostra

De acordo com Malhotra (2012), a população corresponde a todos os elementos que compartilham um conjunto de características comuns e a amostra é um subgrupo desta população que é selecionada para participar do estudo.

O sistema ERP governamental da UFRN está sendo implantado em diferentes Institutos e Universidades Federais no Brasil, instituições que mantêm uma mesma estrutura organizacional base em qualquer parte do país.

O IFES, atualmente, apresenta uma estrutura organizacional similar aos demais Institutos e recém-implantada dada a sua criação em 2008, o que torna o estudo sobre sua implantação um caso particular e de relevância restringindo possibilidades de viés no estudo. Considerando-se isso, optou-se por uma amostragem não probabilística baseada na conveniência, dado que o IFES poderia, assim, ter características para representar bem a população das Instituições de Ensino Superior Federal brasileiras.

Apesar dos resultados não poderem ser generalizados, pretende-se contribuir para os estudos com uma maior viabilidade de traçar novas estratégias de gestão, com a previsão de um antecedente que influencie com confiabilidade os constructos que medeiam a intenção de uso.

Por apresentar um cenário de reestruturação organizacional, o cronograma de implantação do SIG-UFRN foi comprometido e apenas o módulo de protocolo foi homologado até a presente data. Em 2016, foi realizado aditivo de prazo e elaborado novo cronograma de execução para a 1ª etapa da implantação, sendo necessárias mais quatro etapas. Convocações, a fim de sensibilizar a comunidade quanto à implantação do SIG-UFRN, foram realizadas em 2017.

Foram convidados para participar desta pesquisa todos os cargos de servidores efetivos, considerando que os módulos do SIG a ser implantado abrangem todas as atividades administrativas e acadêmicas da instituição. Segundo último Relatório de Gestão do Ifes, a instituição consta com 2596 servidores efetivos sendo 1.186 técnicos-administrativos em educação e 1.410 docentes distribuídos em seus 22 campi, compondo a população a ser pesquisada (IFES, 2017).

A pesquisa foi divulgada por e-mail, para cerca de 2.500 servidores efetivos do IFES, distribuídos entre 22 campi. A coleta de dados se deu por meio de um questionário eletrônico criado no ambiente Google Docs, cujo link disponibilizava acesso online e é composto por escalas já validadas. O link encaminhado no referido email de divulgação ficou disponível entre 21 de outubro a 12 de dezembro de 2017. Foram coletados 148 questionários, após os respondentes terem lido e concordado com o Termo de Consentimento e Livre Esclarecido.

Considerando o uso do método estatístico PLS na modelagem da equação estrutural, método baseado no algoritmo de Mínimos Quadrados Parciais e que visa atender dentre outras dificuldades as situações de pouca quantidade de dados, a quantidade de respondentes é suficiente, visto que, de acordo com Hair et al. (2016), o valor da amostra deve ser, pelo menos, dez vezes maior que o número de indicadores do construto que possuir a maior quantidade de indicadores no modelo de mensuração.

3.2    Instrumentos

Para mensurar comprometimento organizacional foi utilizada a subescala do comprometimento organizacional afetivo reduzida e modificada por Meyer et al. (1993) e validada no Brasil, por Medeiros e Enders (1997). A subescala consiste de seis itens com formato tipo Likert, de cinco pontos, indicando diferentes graus de concordância com as afirmações.

Já a intenção de uso do ERP foi medida por meio do modelo UTAUT, desenvolvido e validado por Venkatesh e Morris (2003) com o objetivo de verificar a aceitação e uso de tecnologia no contexto laboral. O questionário adotado para esta pesquisa é composto por quatro fatores (expectativa de desempenho, expectativa de esforço, influência social e intenção de uso), totalizando quinze itens com formato Likert de cinco pontos. Os construtos condições facilitadoras e comportamento uso não foram utilizados na presente pesquisa, dado o interesse em verificar a intenção de uso na fase inicial de implantação de um sistema de integrado de gestão governamental e tendo a pesquisa uma abordagem transversal.

A voluntariedade foi medida por meio da escala para avaliação do grau de voluntariedade do uso da TI proposta por Moore e Benbasat (1991) e composta por quatro itens com formato Likert de cinco pontos.

3.3    Procedimentos de análise

Para avaliar as relações entre os construtos, utilizou-se modelagem de equações estruturais, empregando o método Partial Least Square (PLS). Os Modelos de Equações Estruturais (MEE), “técnica de modelagem generalizada utilizada para testar a validade de modelos teóricos que definem relações causais, hipotéticas, entre variáveis” (MAROCO, 2010, p. 3) são muito populares em diversas disciplinas, sendo a abordagem PLS uma alternativa à abordagem tradicional baseada na covariância. A abordagem PLS tem sido referida como uma técnica de modelagem suave com o mínimo de demanda, ao se considerar as escalas de medidas, o tamanho amostral e distribuições residuais (MONECKE; LEISCH, 2012).

O algoritmo PLS foi executado com os valores default seguindo os indicativos de Hair et al. (2016) no software SmartPLS em sua versão 3.2.4., que exige relativamente uma quantidade de dados menor (RINGLE; DA SILVA; BIDO, 2014).

Na avaliação dos modelos de mensuração todos os construtos foram considerados reflexivos, portanto, os testes de validação realizados foram os sugeridos por Hair et al. (2016), validação composta, confiabilidade interna, validade convergente (variância média extraída) e validade discriminante.

Na avaliação do modelo estrutural, ou seja, as relações entre os construtos contemplaram os coeficientes de determinação (R2) e relevância preditiva (Q2), tamanho e significância dos coeficientes de caminho, tamanhos do efeito e (f2) (q2) (Hair et al., 2016).

4   Resultados

4.1    Avaliação do modelo de mensuração reflexivo

Para a avaliação do modelo de mensuração reflexivo e análise de sua viabilidade e se havia necessidade de ajustes, as medidas foram submetidas aos procedimentos de análise de validade composta, confiabilidade interna, validade convergente e discriminante. Para que fosse possível chegar ao modelo mais parcimonioso, alguns itens foram excluídos do modelo inicial.

A mensuração da consistência interna do modelo reflexivo pode ser verificada pelo critério alfa de Cronbach, que permite estimar a confiabilidade, com base nas correlações das variáveis dos indicadores e pelo rho de Dillon-Goldstein, também chamado de confiabilidade composta, uma medida geralmente interpretada da mesma maneira que o alfa de Cronbach e que fornece uma estimativa da confiabilidade com base nas intercorrelações das variáveis dos indicadores observados (HAIR et al., 2014). Constatou-se que os construtos COA, ED, EE, IS e IU atendiam ao critério de consistência interna.

Os resultados para a análise de consistência interna e confiabilidade composta do modelo são apresentados na Tabela 1 e os valores das cargas, comunalidade e AVE dos construtos são apresentados na Tabela 2.

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Os resultados da AVE equivalem à comunalidade e indicam que os indicadores associados têm semelhança, e tal efeito é capturado pela construção, uma vez que o valor de AVE se apresentou superior a 0,5 para todos os construtos.

A variável discriminante pode ser verificada pelas cargas cruzadas dos indicadores. Os resultados da análise de Cargas Cruzadas foram satisfatórios para todos os construtos analisados. Por esse critério confirmou-se a validade discriminante do modelo e os construtos possuem mais variância com seus indicadores a eles associados do que associados a outros construtos.

Além da análise das cargas cruzadas dos indicadores, compõe a análise de validade discriminante o critério de Fornell-Larcker. A correlação entre as variáveis latentes é apresentada na Tabela 3.

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4.2    Avaliação do modelo estrutural

A avaliação do modelo estrutural se iniciou com a análise do VIF, objetivando verificar os resultados para colinearidade, que conforme é possível observar pelos resultados encontrados, onde o maior VIF é menor do que cinco indicando que não há presença de colinearidade entre os construtos do modelo estrutural.

Em seguida, procedeu-se a análise da significância (HAIR et al., 2014). Para avaliar o coeficiente de caminho, os testes apropriados disponíveis como resultado do procedimento de bootstrapping são o teste t e o teste valor-p. O valor-p significativo equivale a dizer que o coeficiente de caminho está dentro do nível de significância de 5% estabelecido. O erro padrão encontrado a partido do processo de bootstrapping permite encontrar o t calculado. Os coeficientes e significâncias encontrados estão apresentados na Tabela 4.

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Foi identificada relação positiva e significativa indicando que: COA impacta em ED (H1), ED influencia a IU (H3), COA influencia a EE (H4), a EE influencia a IU (H6), o COA impacta a IS. (H7). Todas as outras hipóteses levantadas neste estudo não tiveram significância das correlações e regressões.

Os coeficientes de determinação R², segundo Hair et al. (2014), avaliam o quanto as variâncias das variáveis endógenas são explicadas pelos constructos exógenos ligados a ela em um modelo estrutural. Este critério preditivo busca identificar a capacidade de explicação do modelo. Os valores de R2 devem variar de 0 a 1, indicando predição tanto mais próximo quanto for de 1. O valor R2 da variável IU de 0.548, foi o único considerado médio. Os coeficientes de determinação R² encontram-se apresentados na Tabela 5.

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Considerando os critérios de validação do modelo de equação estrutural proposto por Hair et al (2014), é apresentado os resultados da Relevância Preditiva e da Significância do coeficiente de caminho Q², que “avaliada a relevância preditiva usando o algoritmo Blindfolding com configuração default, distância de omissão igual a seis, resultando em um Q²que representa grande relevância apenas para IU, maior que 0.35 segundo Hair et al. (2011),”

5   Conclusão

O presente trabalho apresentou como objetivo a análise da relação do comprometimento organizacional afetivo e a intenção de uso do SIG, no IFES, adotando para análise uma adaptação do Modelo Unificado de Aceitação de Tecnologia de Venkateshe e Morris (2003) e o modelo simplificado de Meyer e Allen (1993). Como finalidade específica de examinar o comprometimento organizacional afetivo como variável latente preditiva da intenção de uso dos servidores do IFES, foi preciso identificar os níveis de COA dos usuários do SIG do IFES e sua relação com as variáveis do modelo adaptado UTAUT para este estudo.

Os resultados apontam que o modelo UTAUT é realmente robusto, mesmo com as alterações realizadas em busca de analisar se o comprometimento organizacional afetivo influencia a intenção de uso na implantação de um sistema integrado de gestão governamental, os resultados de mediação foram favoráveis ao modelo.

Expectativa de Esforço, a Influência Social e Expectativa de desempenho são influenciadas positiva e significativamente pelo Comprometimento Organizacional Afetivo e influenciam positiva e significativamente a Intenção de Uso do Sistema Integrado de Gestão Governamental, com exceção da Influência Social.

A relação positiva entre a expectativa de desempenho e intenção de uso de novas tecnologias já foi confirmada por outras pesquisas (ELLIOT; FU, 2008), sendo que os resultados desta pesquisa confirmaram os resultados de estudos anteriores e apresentam como novidade o fato de apresentar o COA como antecedente destas variáveis importantes para a intenção de uso de uma tecnologia.

Faria et al. (2014) encontraram uma forte influência social sobreintenção de uso entre os servidores públicos de um Tribunal Regional do Trabalho, relação não encontrada nesta pesquisa e que pode ser explicada, pelo fato de que se trata, ainda, de um sistema em implantação e a influência social ainda não ter tido todo seu peso exercido no processo. Por esta razão, esta variável não deve ser desconsiderada pelos gestores de instituições públicas. Sendo assim, sugere-se que uma nova pesquisa seja realizada com o avançar da implantação, para que esta variável possa ser mais bem explorada e compreendida.

Como limitações deste estudo, os critérios de seleção levaram a uma amostra de tamanho pequeno, podendo ter sido prejudicado pelo fato de o questionário ter sido aplicado no fechamento do ano letivo de uma instituição de ensino.

Apesar de os resultados não poderem ser generalizados, os mesmos vêm a contribuir tanto no aspecto prático nas estratégias de gestão de pessoas no caso de inovações tecnológicas realizadas tardiamente pelo setor público, em busca melhoria em sua eficiência, quanto em sua relevância acadêmica para futuras pesquisas a despeito da intenção de uso de TI.

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